sábado, 2 de abril de 2016

Parou no tempo

Com as mãos no rosto, Renato Augusto passa o momento real da seleção (Foto:Lucas Figueiredo/Mowa Press)
A Seleção Brasileira ainda não se encontrou, após a eliminação fatídica na semifinal da Copa do Mundo de 2014, quando levou o 7 x 1 da Alemanha, no estádio do Mineirão. Com a saída de Luis Felipe Scolari, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) optou pela volta de Dunga. Em seu retorno ao comando da seleção, caiu logo nas quartas de final da Copa América, no Chile, para o Paraguai nas penalidades (o mesmo que aconteceu com Mano Menezes, em 2011, na Argentina). Veio o começou das eliminatórias para Copa 2018, na Rússia, e o Brasil é apenas o sexto colocado.

Em seis jogos disputados pelas eliminatórias sul-americanas, a seleção brasileira só marcou nove pontos, tendo duas vitórias, três empates e uma derrota, que foi na estreia contra o Chile, em Santiago. Depois dos dois últimos resultados, contra o Uruguai, na Arena Pernambuco, e Paraguai, em Assunção, ambos 2 a 2, o técnico Dunga começa a balançar no cargo. Fala-se numa possível demissão, caso a equipe não for bem no Centenário da Copa América, em junho, nos Estados Unidos.

A imprensa brasileira também cogita que ele não deve comandar a seleção olímpica nos Jogos Rio 2016, em agosto, como havia acertado no seu retorno, em 2014. A direção analisa outros treinadores que possa cuidar do time olímpico ou até mesmo Rogério Micale, que vem comandando a equipe nos últimos amistosos e foi o treinador no vice mundial sub-20, na Nova Zelândia, em 2015.

O Brasil agora só volta a jogar pelas eliminatórias em setembro, quando enfrenta o Equador e Colômbia. Até lá, o técnico Dunga pode está no comando ou não. É aguardar os próximos capítulos e torcer para que a seleção possa resgatar o brilho da amarelinha, como nos tempos de Pelé, Garrincha, Gerson, Rivelino, e recentemente com Romário, Bebeto, Ronaldo, Ronaldinho e Rivaldo.

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